quinta-feira, 4 de maio de 2017

POPULAÇÃO PASSA A TER ACESSO A INFORMAÇÕES DO S2ID
Com informações da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil

Agora qualquer pessoa pode acessar informações relativas a desastres no país dos últimos 20 anos. Desde a primeira semana de abril, o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres - S2ID está no ar em uma nova versão que facilitou a consulta para o cidadão.



A nova versão permite que, logo na entrada do sistema, o mapa do Brasil seja visualizado com identificação dos municípios em Situação de Emergência e Estado de Calamidade Pública reconhecidos pela União. É um Sistema de fácil consulta para o cidadão, organizado em uma ferramenta geo que permitirá aos gestores públicos e aos pesquisadores desenvolver o conhecimento na gestão de riscos e de desastres.

Camada para acesso aos relatórios de desastres e de reconhecimentos federais


O S2ID integra diversos produtos da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) e e já era utilizado por agentes de Proteção e Defesa Civil em todo o Brasil. O sistema conta hoje com mais de 8.000 usuários ativos, distribuídos em 3.686 municípios do país e, até o momento, era utilizado com o foco na solicitação do Reconhecimento Federal de Situação de Emergência e Estado de Calamidade Pública e no registro de danos e prejuízos causados por desastres. A partir dessa nova versão, essas informações estão disponíveis para qualquer interessado, no próprio Sistema, e continuarão a ser alimentadas pelos dados inseridos no S2ID.

Com relação ao futuro do S2ID, encontra-se em desenvolvimento o módulo para informatização das ações preventivas em áreas de risco de desastres a ser disponibilizado em 2018. Há também outras camadas em desenvolvimento, como por exemplo, o acompanhamento dos recursos repassados. 


Para acessar o Sistema, copie e cole o endereço a seguir no seu navegador: https://s2id.mi.gov.br/

quarta-feira, 26 de abril de 2017

VOLUNTÁRIOS DEDICAM TEMPO AO PRÓXIMO E VIVEM NOVAS EXPERIÊNCIAS

Evelyn Ribeiro | Gcom-MT 

Foto:  Chico Valdiner - GCom/MT
Sair do conforto de casa, dedicar tempo ao próximo e se propor a fazer algo não somente pelas pessoas, mas por toda uma cidade. Esse desafio foi aceito e trará novas experiências, explicou Naira Maranhão, voluntária da 6ª edição da Caravana da Transformação, no município de Porto Alegre do Norte. 

Mesmo tímida, a jovem engenheira de 26 anos é espontânea e se mostrou empolgada para exercer o trabalho voluntário pela primeira vez. Naira iniciou as atividades nesta terça-feira (25), atuando na identificação e coleta de dados dos pacientes agendados para as consultas e exames oftalmológicos no Complexo Esportivo Gezil Araújo.

“Eu quis ser voluntária, porque é uma forma da gente se doar ao próximo, se testar como cidadão. Às vezes cobramos muito do poder público e não nos disponibilizamos para ajudar o próximo. Este foi um dos motivos para me candidatar”, explicou.  

Ao todo serão 10 dias de trabalho e ela não medirá esforços para que a população seja recepcionada da melhor forma possível. “Do mesmo jeito que lido com uma pessoa mais jovem, quero lidar com os de mais idade, tratando os com leveza e alegria. Na verdade, vamos tentar transmitir aos pacientes o cuidado e carinho que temos com as pessoas da nossa família”, disse. 

Para esta jornada, a voluntária não está sozinha. Gustavo Gonçalves Oliveira de 16 anos fez questão de participar do projeto. Ele mora e estuda em Confresa, localizada a 20 quilômetros de Porto Alegre do Norte.  “Confesso que eu estava muito ansioso, nem tanto pelo curso, mas pela vontade que tinha de conhecer a caravana de perto e estou animado”, relatou o adolescente. 

Para participar da caravana, 324 voluntários foram treinados por uma equipe Secretaria de Estado das Cidades (Secid-MT), por meio da Defesa Civil, em parceria com o Núcleo de Ações Voluntárias (NAV). Eles receberam o certificado de aptidão em solenidade realizada na segunda-feira (24), Câmara Municipal de Vereadores. 

“Durante o curso apresentamos o que é a caravana e reforçamos as noções básicas de primeiros socorros e combate à incêndio. Neste período percebemos que esta é uma região muito carente, porém fomos acolhidos de forma calorosa e participativa por todos”, destacou o secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil, tenente-coronel Abadio José da Cunha Júnior. Os atendimentos da Caravana da Transformação seguem até o dia 5 de maio com serviços de saúde e cidadania.  
Ten. Cel. Cunha, secretário Adjunto de Proteção e Defesa Civil (Foto: Chico Valdiner - Gcom/MT)


quinta-feira, 30 de março de 2017

CURSO AÇÕES DE DEFESA CIVIL EM CUIABÁ

Mais pessoas estão aprendendo a elaborar planos de resposta e plano de trabalho em Defesa Civil e a preencher o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID).

De 29 a 31 de março, acontece o curso Ações de Defesa Civil em Cuiabá. Nessa edição, os participantes são os novos servidores das coordenadoria municipais de Proteção e Defesa Civil de Cuiabá e Várzea Grande e da própria Defesa Civil Estadual.
À esquerda, cel. BM Wolkmer, novo gestor de Proteção e Defesa Civil do município de Cuiabá
O curso está sendo realizado em uma das salas do Centro de Formação e Atualização de Professores  (Cefapro), em período integral. As aulas são ministradas pelo coordenador de Prevenção e Preparação, Benedito de Araújo Gomes, e pelo coordenador de Resposta e Reconstrução, major BM Washington Duarte.  O Secretário Adjunto de Proteção e Defesa Civil, ten. cel. BM Cunha Jr., foi o responsável pela explanação sobre noções de Defesa Civil.


A capacitação visa atender a necessidade de qualificação de agentes para o assessoramento nas decretações e nas ações de prevenção, resposta e reconstrução

Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID)
O S2ID é o sistema em que se faz o registro de desastres, a solicitação de reconhecimento federal da situação de emergência  e de estado de calamidade Pública, a solicitação de recursos federais e a respectiva prestação de contas.

terça-feira, 14 de março de 2017

ADMINISTRAÇÃO E LOGÍSTICA GARANTE EFICIÊNCIA NA CARAVANA DA TRANSFORMAÇÃO
 

A quinta edição da Caravana da Transformação segue até o dia 17 de março em São José dos Quatro Marcos, e já realizou na sua primeira semana 1.748 cirurgias, 6.003 consultas e 31.581 procedimentos oftalmológicos. 

Por trás dos números e dos benefícios há uma equipe que esforça muito para garantir os materiais necessários ao evento. Coordenados pela Defesa Civil Estadual, são servidores que chegam alguns dias antes e só voltam pra casa depois de tudo desmontado. E durante a Caravana, são os primeiros a chegar e os últimos a sair. 

Veja nas fotos abaixo alguns desses personagens, muitas vezes anônimos, que organizam tudo para as demais equipes prestarem o melhor serviço à população.

Major BM Maurício Ferreira, coordenador de Administração e Logística da Defesa Civil


  



Programação da Caravana

A Caravana da Transformação levou atendimentos em cidadania e médico para 14 municípios da Região Oeste do estado desde o dia 07 de março.  Na segunda-feira, dia 13.03, terminaram as consultas e exames oferecidos no evento. De terça a sexta-feira, 14 a 17.03, término da Caravana, apenas cirurgias agendadas e atendimentos pós-operatórios serão realizados no evento. 

Todos os 14 municípios da região já foram atendidos pela Caravana. São eles: Araputanga, Cáceres, Curvelândia, Figueirópolis d’Oeste, Glória d’Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari d’Oeste, Mirassol d’Oeste, Porto Esperidião, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Salto do Céu e São José dos Quatro Marcos. Pacientes de Comodoro, Nova Lacerda, Poconé, Vale do São Domingos e Várzea Grande também procuraram os serviços oferecidos pela Caravana.

sábado, 11 de março de 2017

QUINTA EDIÇÃO DA CARAVANA TEM MAIOR NÚMERO DE VOLUNTÁRIOS

Lorena Bruschi | Gcom-MT 


Voluntários da região Oeste de Mato Grosso para atuarem na Caravana da Transformação de São José dos Quatro Marcos (328 km de Cuiabá) receberam, na noite desta segunda-feira (06.03), o diploma do treinamento da Defesa Civil para atuar no evento. São 294 alunos formados para oferecer um pouco do seu tempo para garantir a segurança e atendimento aos cidadãos que passarão pelo local. Ao todo, cerca de 700 pessoas estão trabalhando nesta edição.

Conforme o secretário de Estado do Gabinete de Governo e coordenador geral da Caravana, José Arlindo, o projeto conta hoje com cerca de 300 servidores públicos, aproximadamente 100 prestadores de serviços da equipe de saúde, e mais 294 voluntários treinados pela Defesa Civil. Os alunos deste curso são um legado para a cidade. Pela Lei federal Nº 12.608, de 10 de abril de 2012, que Institui a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil, cada cidade deve ter o seu corpo de defesa civil.

“O trabalho dos voluntários é fundamental, a gente não consegue fazer uma caravana sem eles. É a comunidade atendendo a própria comunidade. Acalma as pessoas, que reconhecem os rostos deles, porque são vizinhos, são parentes. Ou seja, é aquele toque de humanização para que as coisas aconteçam da melhor maneira possível”, avalia Arlindo.

Segundo o secretário-adjunto de Proteção e Defesa Civil, ligada à Secretaria de Estado das Cidades (Secid-MT), tenente coronel Abadio José da Cunha Junior, foi feita uma adaptação do curso para os voluntários. Nas primeiras edições da Caravana, houve pequena participação, apenas 80 voluntários fizeram o primeiro curso, conta.

“Exploramos também o lado humano e social, de lidar com o ser humano, muitas vezes com idosos, pessoas que necessitam de atenção, de carinho especial. E a gente adapta noções de primeiros socorros, e combate a incêndio, para a pessoa levar o conhecimento paro seu dia a dia”, explica Cunha, que também é coordenador de Infraestrutura e Logística da Caravana.

Para ele, com a participação maciça de voluntários, a cidade se torna organizadora do evento. Entre os voluntários, há médicos, engenheiros, professores, dentistas, donas de casa, e estudantes. Além da experiência de vida em ajudar o próximo, tanto o certificado de voluntário quanto da capacitação tornam a pessoa mais apta ao mercado de trabalho.
Para Luiz Henrique, de 18 anos, a vontade de ajudar o motivou a se candidatar para ser um dos quase 300 voluntários capacitados. Ele gostou muito do curso, mas o que mais o chamou a atenção foi o fato de que ele irá lidar com idosos, público-alvo das operações oftalmológicas oferecidas pela Caravana.

Segundo o jovem, o amor que tem pelos pais refletirá no seu carinho com as pessoas que atenderá, acredita. “A gente está fazendo um serviço para agradar o próximo, quando a gente vê um idoso saindo com um sorriso no rosto, é uma gratidão que dinheiro nenhum paga. Por isso, eu dei esse primeiro passo. Faço o melhor para qualquer pessoa, não importa a idade”, complementa.


Defesa civil
A Defesa Civil atua com um conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e reconstrutivas destinadas a evitar ou minimizar os desastres naturais e os incidentes tecnológicos, preservar o moral da população e restabelecer a normalidade social. No caso da Caravana, a Defesa Civil capacitou voluntários não apenas para fazer o atendimento,  mas para lidar com situações de emergência que possam ocorrer no município. 

O certificado é de 12 horas, sendo quatro de primeiros socorros, e quatro horas de noções de combate a incêndio. A doutrina seguida é a mesma da formação da brigada de incêndio, então a formação tem certificação oficial, válida para o mercado e trabalho.

Voluntários
Confira mais algumas fotos dessa turma de voluntários que fez a diferença na Caravana da Transformação.  Mais fotos na página da Defesa Civil no Facebook: www.facebook.com/defesacivilmt


                       







quarta-feira, 8 de março de 2017

QUINTA EDIÇÃO DA CARAVANA DA TRANSFORMAÇÃO COMEÇA NESTA TERÇA-FEIRA

Fonte: Julia Oviedo | Gcom-MT

Quase 300 voluntários capacitados e supervisionados pela Defesa Civil de Mato Grosso fazem o acolhimento e orientação dos pacientes

Crédito: Júnior Silgueiro | Gcom-MT
O Parque Municipal Vereador Wilson Souza Rézio, localizado no município de São José dos Quatro Marcos, está com uma cara diferente. Parte da estrutura de 9mil m² já está montada para receber a quinta edição da Caravana da Transformação, que começa nesta terça-feira (07.03) e vai até o dia 17 de março.

Neste primeiro dia de atendimentos, serão oferecidos consultas e exames oftalmológicos para a população do município. Aproximadamente 800 atendimentos serão realizados diariamente, sendo que a partir da próxima quinta-feira (09.03) começam a ser feitas as primeiras cirurgias de catarata, pterígio e yag laser.

Além de Quatro Marcos, outros 13 municípios receberão atendimento. Para isso, um cronograma de atendimentos foi definido entre a coordenação de Saúde da Caravana da Transformação e os secretários municipais de saúde. As Prefeituras das cidades envolvidas são responsáveis pela regulação, transporte e alimentação dos pacientes.

A coordenadora de Saúde da Caravana, Simone Balena, lembra que todas as pessoas que buscarem atendimento oftalmológico no evento devem levar documento pessoal e Cartão SUS atualizado. Além disso, o horário de chegada ao local do evento também deve ser observado.

“Os atendimentos têm início às 6h. Contudo, é necessário que todos os pacientes passem pelo credenciamento logo na entrada, por isso o ideal é que as pessoas cheguem até às 5h”, explicou Simone.

Os atendimentos oftalmológicos estão divididos em duas etapas. As consultas e exames serão realizados desde o primeiro dia de evento até 13 de março. Já as cirurgias ocorrem de quinta-feira (09.03) até 17 de março, último dia de evento. Os atendimentos pós-operatórios serão realizados no Ginásio Poliesportivo João Manah, próximo ao local de evento.


Voluntários da Caravana

Para o acolhimento dos pacientes, logo na entrada do evento, 294 voluntários foram capacitados pela Defesa Civil de Mato Grosso desde fevereiro. A cerimônia de entrega dos certificados ocorre nesta segunda-feira (06.03), às 19h, no Ginásio Poliesportivo João Manah. O evento contará com a presença do coordenador-geral da Caravana, secretário de Estado do Gabinete de Governo, José Arlindo de Oliveira, e autoridades locais.


Municípios atendidos

Além de Quatro Marcos, as outras cidades atendidas são: Araputanga, Cáceres, Curvelândia, Figueirópolis D’Oeste, Glória D’Oeste, Indiavaí, Jauru, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Porto Esperidião, Reserva do Cabaçal, Rio Branco e Salto do Céu.
Crédito: Mayke Toscano | Gcom-MT


quinta-feira, 2 de março de 2017

DEFESA CIVIL ORIENTA POPULAÇÃO SOBRE PERÍODO DE FORTES CHUVAS

Fonte: Nara Assis | Gcom-MT 


Todos os anos, entre dezembro e começo de março, as chuvas não dão trégua em Mato Grosso. Algumas regiões, especialmente aquelas banhadas por grandes rios, despertam atenção especial. O estado de alerta deve ser priorizado por pessoas que moram em áreas de riscos, ou seja, às margens dos rios ou córregos.

Nesta entrevista, o secretário-adjunto de Proteção e Defesa civil, tenente coronel Abadio José da Cunha Junior, esclarece que não há motivos para pânico, que não há riscos de rompimento da barragem de Manso e reforça medidas de autoproteção importantes para evitar tragédias.


Por que Mato Grosso está em estado de alerta?

Tenente coronel Cunha – O estado está sob alerta até o final do mês de fevereiro para casos de fortes chuvas ou chuvas acima de 100 milímetros, que podem impactar sensivelmente na vida de moradores tanto da área urbana quanto da área rural. No caso de áreas urbanas, 100 milímetros é uma quantidade que geralmente os sistemas de drenagem não foram dimensionados para suportar de forma tão rápida. Então, a gente pode ter a possibilidade de alagamentos ou de enxurradas fortes, dependendo do tipo de topografia do solo. Nós temos alguns córregos que passam a ficar cheios em função do período de chuvas mais intensas. E, mesmo assim, muitas pessoas insistem em morar em áreas de risco.


Quais são as áreas mais críticas?

Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço têm cheias anunciadas praticamente todos os anos, porque nesse período as águas já se avolumaram no Pantanal, então elas começam a atingir as comunidades ribeirinhas. As cidades começaram a sentir um pouco, mas não ainda sensivelmente. Mas todos os anos nós temos esse cenário. Temos também a região do Araguaia, que está praticamente toda sob água, há vários municípios, como Santa Terezinha, Santa Cruz do Xingu, Confresa, que estão já com muita dificuldade, como na locomoção do transporte da soja, e crianças da área rural que não conseguem ir até as escolas porque os ônibus não estão conseguindo transitar nas estradas cheias de lama. Campo Novo do Parecis teve agora essa tempestade. Estamos com solicitação de visita para Rio Branco, Salto do Céu, e Colniza também já pediu uma visita dos nossos técnicos.


Este período sempre apresenta chuvas, mas este ano há alguma anormalidade?

A gente teve um período historicamente abaixo da média no mês de janeiro de todos os anos. Não há como precisar a quantidade de milímetros de água para todo o estado no mês de fevereiro, mas 100 milímetros correspondem àquela quantidade de água que o solo não consegue absorver de caráter imediato. A gente tem a previsão de mais de 100 milímetros, mas para todo mês. Chove-se um pouco hoje, um pouco amanhã, um pouco depois. Mas o que acontece é que está chovendo muito num dia só, que são as tempestades, e este é o fato de anormalidade desse período. E o volume de chuvas em fevereiro é o maior dos últimos cinco anos.


Quais a orientações da Defesa Civil para a população?

A principal orientação é para quem mora em áreas de risco. O ideal, primeiramente, é procurar locais mais seguros para poder se deslocar, para sair com total segurança. Pode ser casa de parentes, vizinhos, enfim, áreas mais seguras, caso a cheia venha a acontecer. Também é importante colocar os móveis em condições de serem levados, caso ocorra o alagamento, além dos pertences e documentos, pois é muito comum as pessoas perderem tudo. Isso pode ser feito com atitudes simples, como reforçar os pés de uma mesa, colocar a televisão em cima de uma mesa mais alta, pegar o colchão e colocar num espaço mais alto, porque geralmente o acúmulo de água atinge um metro, ou um metro e meio. Depois, é recomendado ainda evitar que crianças e animais de estimação fiquem transitando nessas áreas de risco no momento da chuva, porque correm o risco de rodar com a força da água. Uma medida fundamental é que essas pessoas se cadastrem nos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) municipais e nos projetos sociais do Governo do Estado o mais rápido possível, para que a gente tente fazer a remoção para áreas mais seguras.


Foram veiculados alguns boatos, principalmente sobre o Manso, nas redes sociais. Qual a real situação da barragem?

Manso está totalmente sob controle. A Defesa Civil tem uma comunicação diária com os responsáveis pela usina. Inclusive, está abaixo da sua capacidade de acúmulo de água para este período, com registro de 70% do total que a barragem comporta. Nós temos apenas duas das quatro máquinas que geram energia elétrica funcionando. Em anos anteriores, já tivemos as quatro em funcionamento, e hoje são só duas. Então, não há qualquer risco de que Manso venha a romper ou tenha algum tipo de liberação de vertedouro acima da média. Essas divulgações feitas pelas redes sociais são frutos de pessoas de má índole, que queriam causar um tumulto, quiseram fazer uma brincadeira – de muito mau gosto, inclusive. Então, a população pode ficar tranquila, porque está tudo dentro da normalidade. As chuvas são uma dádiva para um estado como o nosso, que passa por longo período de seca, e temos que saber conviver com isso. É preciso ignorar esses tipos de boato e confiar nos órgãos de controle.


Como o cidadão pode contribuir para evitar tragédias?

Quero deixar ao cidadão mato-grossense a mensagem sobre o termo “cidadão resiliente”, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), que representa aquele cidadão que sabe que o problema existe, como ele pode fazer para se precaver, como pode se proteger de um desastre. Então, essas medidas de poda de árvore, limpeza de calhas nas residências, fortalecimento dos telhados, tudo isso tem que ser feito antes do período de chuva, identificar locais mais altos para onde é possível se locomover durante chuvas fortes. Então, você mesmo começa a buscar mecanismos de autoproteção. Se você começa a jogar garrafa PET no chão, bitucas de cigarro, latinhas, papel, ou não separa o lixo em casa de forma adequada, e não dá a destinação correta e isso acaba indo para a rede de esgoto, pode causar o entupimento dos bueiros, um assoreamento ou enchimento da rede fluvial. Resto de materiais utilizados em obras, como areia, por exemplo, tudo isso vai para a rede de esgoto e causa o entupimento de toda a rede fluvial. Por isso, sempre reforçamos que cada um precisa fazer o seu papel, e esse já é começo de um caminho que faz a diferença no ambiente em que vivemos.


Quais os canais de acesso da população à Defesa Civil?

A Defesa Civil tem intensificado os canais de comunicação com a sociedade. Um deles é o próprio Facebook (https://www.facebook.com/defesacivilmt/), onde a gente tem publicado essas informações diárias de boletins meteorológicos. Também temos disponibilizado as informações no site (http://www.defesacivilmatogrosso.com.br/). O telefone para contato é o (65) 3613-8400, que funciona em horário comercial, durante a semana, e estamos prestes a lançar o 199, que ficará ativo 24 horas, para casos de emergências envolvendo alagamentos, enchentes e outras demandas da Defesa Civil. Este número já está funcionando, mas em regime de teste, para fazer alguns ajustes. Vale ressaltar que toda situação que envolve socorro imediato é de competência do Corpo de Bombeiros Militar, que pode ser acionado pelo 193. Nas cidades em que não há equipe de Corpo de Bombeiros, o cidadão pode procurar as prefeituras, por meio das secretarias de infraestrutura, e de assistência social. E estamos solicitando aos prefeitos que criem as defesas civis nos municípios que ainda não possuem, para que as pessoas possam ter esse caminho de comunicação de socorro.