quinta-feira, 12 de maio de 2016

ALTO RISCO DE DENGUE E ZIKA EM MATO GROSSO

Mato Grosso está em alerta devido ao aumento nas notificações de casos suspeitos para dengue, zika vírus e febre chikungunya. Com base no Boletim Epidemiológico desta semana, 86 municípios, que representam 61%, estão classificados como alto risco de dengue. Para o zika vírus são 56% das cidades do estado (79), com alto risco de transmissão.



Este ano já foram registrados 22.528 casos de dengue. No mesmo período, no ano de 2015, foram registradas 13.078 notificações, o que representa um aumento de quase 72%. Este ano há registro de quatro mortes confirmadas nos municípios de Cuiabá, Juína, Sinop e Tangará da Serra.

Em relação ao zika vírus são 20.829 casos suspeitos no Estado. Devido à incidência, Mato Grosso está em risco alarmante, com 637 casos por 100 mil habitantes.

Sobre o registro de febre chikungunya, são 1.202 casos suspeitos. Esse número representa uma incidência de 36,8 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. Três municípios estão classificados com alto risco da doença.

Diante do aumento no número de casos notificados, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) reforça o alerta para a intensificação das ações de prevenção e controle das doenças nos 141 municípios mato-grossenses.


A SES orienta a população para evitar os criadouros do mosquito transmissor e prevenir, além da dengue, a febre chikungunya e o zika vírus. O Estado monitora semanalmente a progressão dos casos e faz o trabalho de orientação junto aos municípios para que as ações sejam intensificadas. Porém, 80% dos criadouros do mosquito estão nas residências, por isso é importante o envolvimento da população.

Para reduzir os impactos causados pelo mosquito, a SES alerta os municípios para que mantenham a rede atenta para o diagnóstico precoce da doença e o manejo correto para que mortes sejam evitadas. Além disso, devem ser desenvolvidas ações de mobilização, inspeções domiciliares para eliminação de criadouros do mosquito, atividades educativas para orientar a população sobre como evitar focos do vetor, como também aplicação de inseticida para eliminação de insetos adultos.


Fonte: Maricelle Lima Vieira | SES-MT 

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